sábado, 10 de maio de 2014

Palestra/Show Mulher de Lei em Limoeiro do Norte

Limoeiro do Norte-CE, receberá nesse domingo (11), Dia das Mães, a 17ª Edição da Palestra/Show Mulher de Lei - pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher.
Focada na promoção da defesa dos direitos da mulher, a turnê tem o objetivo de fomentar o conhecimento na Lei Maria da Penha e no enfrentamento à violência contra a mulher por meio da música, de palestras educativas e da literatura de cordel.

A Palestra/Show Mulher de Lei é composta pelo artista popular Tião Simpatia e banda e a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres do Estado do Ceará, Mônica Barroso.

A iniciativa é uma ação conjunta entre a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres do Governo do Estado do Ceará (Cepam/Gabgov), Instituto Maria da Penha (IMP) e Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres de Limoeiro do Norte.

Apoio: Coelce Ceará
Patrocínio: Secult Ceará

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Show Mulher de Lei em Brasília

Show 'Mulher de Lei', da ONU Brasil, encerra campanha pelo fim da violência contra as mulheres
No dia 10 de dezembro, a ONU Brasil realizou o Show Mulher de Lei, do cordelista cearense Tião Simpatia, para celebrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos e encerrar as atividades dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.
O evento fez parte da campanha do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres, e contou com a parceria do Instituto Maria da Penha, da Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados, da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, da Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal, da Secretaria de Estado de Mulher do Distrito Federal e da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal.
Durante a cerimônia de abertura, Maria da Penha Fernandes, a Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, a Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados, a Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal e a Secretaria de Estado de Mulher do Distrito Federal aderiram oficialmente à campanha UNA-SE, oferecendo contrapartidas significativas e concretas em termos de ações que se propuseram a desenvolver no sentido de contribuir para a eliminação da violência contra mulheres e meninas.
Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres e em nome do Sistema ONU no Brasil, celebrou as adesões como uma forma de unir forças em nome de uma causa comum e ressaltou a importância da parceria entre ONU Mulheres e a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, desde sua criação.
Durante o show, também foi lançada, oficialmente, a música JOY, composta pela Rede de Artistas UNA-SE, que apoia a campanha do secretário-geral. Ela foi cantada e tocada por Tião Simpatia e pelo costa-ricense Miguel Solari, ambos artistas da Rede.
O show ainda trouxe canções e cordéis de autoria do próprio Tião Simpatia, com informações sobre a Lei Maria da Penha, os direitos das mulheres e a importância de respeitar a todas as mulheres e meninas, envolvendo a plateia do início ao fim com muita energia e animação.
Nadine Gasman avaliou o evento como "um espetáculo belíssimo que, com a leveza da arte, fala, em cada música, de um tema que é tão importante para todos nós: o respeito às mulheres e o compromisso que cada um deve assumir pelo fim da violência contra as mulheres e meninas".
Ao final, foi apresentado, ainda, o vídeo oficial da iniciativa "O Valente não é Violento". O público também recebeu ecobags, com diversos materiais promocionais e educativos tanto da iniciativa quanto das instituições parceiras, assim como um CD com a música JOY e camisetas da campanha UNA-SE.

Fonte: ONU Brasil

Bastidores da 3ª Turnê Mulher de Lei pelo Ceará

O Projeto "Mulher de Lei" foi lançado em 21 de agosto de 2009, com a 1ª edição do Show Mulher de Lei, no Centro Dragão do Mar em Fortaleza, que um ano depois daria origem a gravação do DVD Mulher de Lei, composto de 13 faixas todas focadas na valorização da mulher, com ênfase na Lei Maria da penha.

Idealizado por Tião Simpatia e sua mulher Naná Jucá, o projeto é desenvolvido em parceria com o Instituto Maria da Penha - IMP e a Coordenadoria Especial de Políticas para Mulheres do Ceará - CEPAM, e tem como raio de ação o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher através da música e da literatura de cordel. 
O Show Mulher de Lei, entre março e novembro de 2012, circulou por 10 municípios cearenses: Fortaleza, Sobral, Redenção, Barbalha, Tauá, Pacatuba, Quixadá, Crato, Juazeiro do Norte e Caucaia.
Agora, mais 5 cidades cearenses receberam o show. São elas: São Gonçalo do Amarante, Maranguape, Eusébio, Itaitinga e Aquiraz.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Show “Mulher de Lei” encerra os 16 dias de Ativismo pela eliminação da Violência contra as Mulheres, Brasília/DF, 10/12/2013

Sem título-4
O Show “Mulher de Lei”, do cordelista cearense Tião Simpatia, encerra, no dia 10 de Dezembro, às 19h, em Brasília, as atividades realizadas durante os 16 Dias de Ativismo pela Eliminação da Violência contra as Mulheres e celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
O evento é realizado pela ONU Brasil, dentro da campanha do Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres, e conta com a parceria do Instituto Maria da Penha, da Procuradoria da Mulher do Senado e da Câmara dos Deputados, da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, da Secretaria de Estado de Mulher do Distrito Federal e da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal.
Gratuito e aberto ao público, o show para cerca de 200 pessoas terá um cerimonial de abertura com a presença de representantes dos órgãos citados, incluindo a convidada de honra Sra. Maria da Penha Maia Fernandes, que irá assinar sua adesão oficial à Campanha UNA-SE.
Durante o espetáculo, ainda será lançada oficialmente a música JOY, da Rede de Artistas UNA-SE, composta por artistas de diversos países da América Latina e do Caribe que apoiam a campanha da ONU. A música será tocada e cantada por Tião Simpatia e por Miguel Solari, compositor costa-ricense.
Serviço:
Show Mulher de Lei
Tião Simpatia e Banda
Participação especial: Miguel Solari
10/12, às 19h
Sala Cássia Eller – FUNARTE
Eixo Monumental
Setor de Divulgação Cultural (entre a Torre de TV e o Centro de Convenções)
Brasília – DF
Mulher de Lei
O Show Mulher de Lei nasceu do desejo de Tião Simpatia de levar em versos e canções uma mensagem de paz a toda sociedade brasileira, visando uma maior conscientização da população sobre os direitos das mulheres, bem como a divulgação da Lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, em todas as camadas sociais.
Sua primeira edição foi realizada em 21 de agosto de 2009, no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, CE, e já percorreu 15 cidades brasileiras.
Tião Simpatia é parceiro do Instituto Maria da Penha e, em 2011, aderiu à Campanha UNA-SE, aoparticipar de uma oficina promovida pela ONU Mulheres na Cidade do Panamá em setembro daquele ano.
Youtube: http://www.youtube.com/user/tiaosimpatia
Site Tião Simpatia: http://www.tiaosimpatia.com/
Lançamento oficial da música JOY
Financiada pela ONU Mulheres, a música JOY é uma demonstração de apoio da Rede de Artistas UNA-SE ao empoderamento de mulheres e à igualdade de gênero.
A música será lançada, ao mesmo tempo, no Equador e em Barbados.
Ao final do show, o público vai ganhar CDs com a gravação de JOY.
É possível ouvir a canção também pelo Soundclound:
https://soundcloud.com/unete-lac/joy-red-de-artistas-nete/s-RNGMT 
E pelo Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=-3MLqACUI_w&
Composição: Miguel Solari
Letra: Miguel Solari,Paola Villacís, Maf, Tião Simpatia eMasudSadiki.
Vozes: Miguel Solari, David Rudder, Paola Villacís, Maf e Tião Simpatia.
Cronograma do Show
1º Bloco
1 – Galope à Maria da Penha (Tião Simpatia e Banda)
2 – Mulher Brasileira (Tião Simpatia e Banda)
3 – Marido e Mulher (Tião Simpatia e Banda)
4 – Maria da Penha (Tião Simpatia e Banda)
2º Bloco
1 – Recital do Cordel da Lei Maria da Penha (Tião Simpatia)
2 – Interpretação da música JOY por Miguel Solari, Tião Simpatia e as coristas da banda: Deborah Queiroz e Claudyane.
3 – Miguel Solari apresenta a música Alicia.
3º Bloco
1 – Bata Não (Amigo Véi)
2 – Fala Tião Simpatia: agradecimentos e exibição do Spot “O Valente não é Violento”
3 – Mulher de Lei (encerramento do show)
Duração: 50 minutos
Ficha Técnica do Show
Formação da Banda:
Bateria: Jr. Finnis
Percussão: Jefferson Portela
Contra Baixo: Netinho de Sá
Guitarra: Rafael Magoo
Sanfona: Jonathan Rogério
Vacais: Deborah Queiroz e Claudiane
Intérprete: Tião Simpatia
Convidado especial: Miguel Solari
Registro de audiovisual: Gabriel Pessoa
Produção e direção artística: Naná Jucá
Rede de Artistas UNA-SE
A Rede de Artistas da Campanha UNA-SE para por fim à violência contra as mulheres nasceu em 2011, com 29 artistas de diversos países da América Latina e do Caribe e hoje já conta com 71 integrantes. Os artistas têm como meta expressar seu compromisso e seu desejo de contribuir com os esforços das Nações Unidas, disseminando os objetivos, o trabalho e as atividades da Campanha.
Campanha UNA-SE
A campanha do Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, “UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres” foi lançada em 25 de fevereiro de 2008, e seu objetivo é aumentar a consciência das pessoas e incrementar a vontade política e os recursos destinados a prevenir e responder à violência contra as mulheres. A campanha faz um chamado à ação de governos, sociedade civil, organizações de mulheres, jovens, setor privado, artistas, meios de comunicação e a homens e mulheres que queiram somar esforços para eliminar este problema. A campanha se estende até 2015, coincidindo com o prazo fixado pelos Estados para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Palestra/Show Mulher de Lei chega a cidade de Aquiraz

O Governo do Estado do Ceará, em parceria com a Prefeitura Municipal de Aquiraz, realiza nesta quarta-feira (13), às 17h, no auditório Casa do Saber Justiniano de Serpa, a "Palestra/Show Mulher de Lei - Pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher".


O projeto é desenvolvido em parceria com o Instituto Maria da Penha (IMP) e a Coordenadoria Especial de Políticas para as Mulheres do Ceará (Cepam), e tem como raio de ação o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher através da música e da literatura de cordel.

A atividade pretende fomentar o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha e o enfrentamento à violência de gênero através da música, da cultura e da literatura de cordel. A palestra será ministrada pela defensora pública e coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres do Governo do Estado do Ceará, Mônica Barroso. Já a apresentação cultural seguirá com o músico Tião Simpatia, que criou “A Lei Maria da Penha em Cordel” em homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Mai
a Fernandes e para a divulgação da norma, que está há sete anos em vigor.

Histórico do Projeto Mulher de Lei

O Projeto - Mulher de Lei, foi lançado em 21 de agosto de 2009 no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, dando origem a gravação do DVD Mulher de Lei, composto de 13 faixas, todas focadas na valorização da mulher, com ênfase na Lei Maria da penha.

Programação

Data: 13/11 - 17:00 horas
Local: Auditório Casa do Saber Justiniano de Serpa. Rua Francisco Câmara, s/n, Praça das Flores. Centro de Aquiraz.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Tião Simpatia no Show Mulher de Lei

O Projeto “Mulher de Lei” foi lançado em 21 de agosto de 2009, com a 1ª edição do Show Mulher de Lei, no Centro Dragão do Mar em Fortaleza, que um ano depois daria origem a gravação do DVD Mulher de Lei, composto de 13 faixas todas focadas na valorização da mulher, com ênfase na Lei Maria da penha.

Idealizado por Tião Simpatia e sua mulher Naná Jucá, o projeto é desenvolvido em parceria com o Instituto Maria da Penha - IMP e a Coordenadoria Especial de Políticas para Mulheres do Ceará - CEPAM, e tem como raio de ação o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher através da música e da literatura de cordel.


O Show Mulher de Lei, entre março e novembro de 2012, circulou por 10 municípios cearenses: Fortaleza, Sobral, Redenção, Barbalha, Tauá, Pacatuba, Quixadá, Crato, Juazeiro do Norte e Caucaia.
Agora, mais 5 cidades cearenses receberão o show. São elas: São Gonçalo do Amarante, Maranguape, Eusébio, Itaitinga e Aquiraz

Outras ações do Projeto Mulher de Lei
1 - Show de lançamento do DVD Mulher de Lei em 16 de março 2011 no Centro Dragão do Mar
2 - Lançamento do Livro Ilustrado “A Lei Maria da Penha em Cordel” em 06 de dezembro de 2011, na Livraria Cultura em Fortaleza.
3 - Apresentação da Palestra/Show Mulher de Lei em municípios de Estado de Mato Grosso durante mês de junho de 2013, numa parceria entre o Instituto Maria da Penha e Superintendência de Políticas para Mulheres do Estado.

Ficha Técnica
Apresentação do Show: Tião Simpatia e Banda
Palestrante: Dra. Mônica Barroso – Coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres do Ceará
Produtora Cultural: Naná Jucá

Realização: Instituto Maria da Penha 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Especial Mulher de Lei na TV Diário

Hoje (23/04) às 21h será exibido na TV Diário (Canal 22), O Especial ‘Mulher de Lei’ do cantor, compositor, repentista e arte educador, Tião Simpatia. O Show que já percorreu várias cidades do Brasil, contará com a participação especial de Maria da Penha Maia Fernandes, Presidente do Instituto Maria da Penha e inspiradora da Lei 11.340, mais conhecida com Lei Maria da Penha.
Arte: Leandro Freire

domingo, 10 de março de 2013

DVD Mulher de Lei

O DVD Mulher de Lei do cantor, cordelista e arte educador Tião Simpatia é composto de 13 faixas, todas focadas no universo feminino com ênfase na Lei Maria da penha.
Clique na imagem para ampliar

Confira aqui http://migre.me/dBZ2C uma das faixas (A Lei Maria da Penha em Cordel)
O DVD foi gravado ao vivo no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura em Fortaleza-CE, numa parceria entre o Instituto Maria da Penha - IMP, a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para  Mulher do Estado do Ceará - CEPAM e o patrocínio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará - SECULT (projeto aprovado no I Edital Mecenas) com incentivo fiscal da Companhia Energética do Ceará-COELCE.

Para adquirir esta obra Lítero-Musical basta clicar no ícone Comprar com PagSeguro no canto direito superior do seu monitor e seguir o passo a passo.

Valor do DVD R$: 20,00 + frete R$:5,00 = R$:25,00

Prazo de entrega: de 8 a 10 dias úteis para todo o Brasil

Se preferir faça seu pedido através dos seguintes contatos:
(85) 8618.8696 / 9949.1338
E-mails: tiaosimpatia@hotmail.com / mulherdelei@gmail.com

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Banco: Itau
Ag: 1338
CC: 07400-6
Titular: Sebastião Felix de Oliveira Jucá Eventos

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Vila Bela e a consciência negra - Ana Emília


Na semana das festividades de 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, participamos das comemorações em Vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital mato-grossense, com um povo alegre e hospitaleiro, com mulheres guerreiras comprometidas com as políticas de igualdade racial e equidade de gênero. Data esta de extrema importância que, desde 2003, vem sendo comemorada no Brasil e a razão da escolha deste dia foi porque em 20 de novembro de 1695 morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, que representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial.
   Zumbi sucumbiu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. A data oportuniza um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura afro-brasileira.
   Na noite do último dia 19, participamos, como jurada do Concurso da Miss e Mister da Beleza Negra Vilabelense. Presenciamos um evento de uma organização e de uma beleza sem igual; com candidatas e candidatos com suas peles negras no frescor da juventude, contrastando com as mulheres idosas que dançaram com maestria e elegância os passos do Chorado, dança típica da região, tendo a baluarte Astrogilda, que aos 88 anos, dançou com uma desenvoltura invejável.
   Na manhã do dia 20 de novembro, na Câmara Municipal da cidade, ministramos a palestra intitulada “A mulher negra e o mercado de trabalho”, onde pudemos explanar a dificuldade real da mulher na inserção no mercado de trabalho quando o racismo e o sexismo se encontram . Nessa oportunidade, tive a honra e o orgulho de dividir a mesa de debates com dona Nemézia Profeta Ribeiro e dona Astrogilda Leite de França, mulheres referência das políticas de igualdade racial e equidade de gênero.
   Este magnífico evento foi organizado pelo Fórum de Entidades Negras de Vila Bela da Santíssima Trindade, sob a presidência da competente e sorridente Czarina de Brito, com o apoio da Prefeitura Municipal e da Secretaria Municipal de Cultura que, além da participação da população local e de autoridades, contou com a importante presença de Pedro Reis, presidente do Conselho Estadual da Igualdade Racial de Mato Grosso (CEPIR-MT), ferrenho defensor dos direitos das comunidades quilombolas mato-grossenses e o responsável pelo fortalecimento das políticas públicas pela igualdade racial.
   Muitos avanços aconteceram, mas muito ainda há que se fazer, mas neste mês de novembro temos mais uma conquista a comemorar, pois na última quinta-feira tomou posse como presidente da mais alta Corte Brasileira, o primeiro negro ministro Joaquim Barbosa, depois de 512 anos de descobrimento deste país chamado Brasil. E, através do ministro Joaquim Barbosa, da Czarina Brito e do Pedro Reis, homenageamos todas as negras e negros deste imenso Estado de Mato Grosso.
   Ana Emilia Iponema Brasil Sotero é professora, advogada, doutoranda em Ciências Jurídicas e Sociais, palestrante sobre violência de gênero, ex-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso e superintendente e gestora de políticas públicas para as mulheres de MT e escreve exclusivamente para este blog toda sexta-feira - soteroanaemilia@gmail.com - http://facebook.com/AnaEmiliaBrasil

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tião Simpatia no Show Mulher de Lei

A iniciativa visa promover a interlocução entre sociedade civil e poder público no combate as várias formas de violência contra a mulher. 
O Governo do Estado do Ceará, por meio da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Mulher (Cepam/Gabgov), em parceria com o Instituto Maria da Penha (IMP), promove ação de cidadania que busca mobilizar e engajar a sociedade no enfrentamento à impunidade e à violência contra a mulher. Pretende, também, contribuir para uma percepção favorável da sociedade em relação ao Estado, representado pelas instituições que o compõem, com o objetivo de fomentar o enfrentamento a violência contra as mulheres à defesa dos direitos humanos.

16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres

A Campanha Internacional 16 Dias de ativismo contra a Violência de Gênero acontece desde 1991 com a finalidade de chamar atenção para a violência contra as mulheres e demandar ações e estratégias de prevenção e combate ao crime e apoio as vitimas. O período escolhido para a ação é de 25 de novembro a 10 de dezembro, Dia Internacional Contra a Violência contra a Mulher, ao Dia Internacional dos Direitos Humanos. 

Marcos históricos da mobilização dos 16 Dias de Ativismo

25 de Novembro - Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres

1º de Dezembro - Dia Mundias do Combate à AIDS. Tem por objetivo estimular a prevenção e o enfrentamento à feminização da AIDS e outras DST.

6 de Dezembro - Campanha do Laço Branco - Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher. A Campanha tem o objetivo de sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. 

10 de Dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fonavid, um marco no Judiciário brasileiro


Entre 7 e 9 deste mês, participamos em Porto Velho (Rondônia) do IV Fórum Nacional de Juízes da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, sob a presidência da magistrada cuiabana Ana Cristina Mendes. O que presenciamos nesse evento foi o comprometimento de juízes e juízas de violência doméstica e familiar contra a mulher, bem como das equipes multidisciplinares e convidados que dele participaram.
   Na cerimônia de abertura a Secretária Nacional de Enfrentamento a Violência, Aparecida Gonçalves, da SPM/PR, fez a apresentação da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha - A Lei é mais forte”, que objetiva dar celeridade aos julgamentos dos casos que envolvam crimes praticados contra mulheres. Coordenada pela SPM e realizada em parceria com o Ministério da Justiça, Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, a iniciativa pretende mobilizar a sociedade brasileira pelo fim da impunidade dos crimes de violência de gênero.
   Durante sua apresentação, Aparecida Gonçalves mostrou os resultados conquistados com a campanha desde o seu lançamento em agosto passado, nos seis anos da Lei Maria da Penha. Na primeira fase, realizada no período de 7 a 18 de agosto, a ação teve impacto em mais de 44 milhões de pessoas somente em mídia online (internet); com anúncio em mídia televisiva em 14 emissoras de TV fechada, a campanha atingiu 19 milhões de telespectadores, sendo nove milhões de operadoras e operadores de Direito. Na oportunidade, a secretária Aparecida Gonçalves ministrou a palestra no painel intitulado “Políticas Públicas - Mecanismos para Defesa e Reconstrução”, tendo como debatedoras a magistrada Madgéli Frantz Machado, juíza de Direito do Rio Grande do Sul e eu representando o Estado de Mato Grosso.
   Em sua apresentação, Aparecida reiterou a importância da rede de atendimento à mulher em situação de violência, dizendo que: “precisamos pensar em uma forma de atuação em rede. Precisamos fazer com que as mulheres tenham conhecimento da rede e a forma como ela funciona. Dessa maneira, o círculo de violência que essa mulher vive será quebrado de forma definitiva e concreta”.
   Em nossa intervenção enfatizamos a importância das ações em conjunto dos poderes constituídos, principalmente do Judiciário e Executivo, para que haja a efetividade das medidas protetivas deferidas são necessárias políticas públicas eficazes e alertamos para a necessidade de capacitação das equipes que trabalham na rede, pois entendemos que as pessoas que recebem essas mulheres precisam ser bem preparadas para acolher, atender e orientar de maneira a passar segurança e informações que auxiliem essa mulher a sair do ciclo de violência.
   Houve apresentação de boas práticas de oito Estados brasileiros e aqui destaco o Projeto Caia na Real da magistrada Tatiane Colombo e do magistrado Jeverson Quinteiro, ambos da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, que consiste em informar e esclarecer a mulher vítima de violência sobre seus direitos formalizados na Lei 11.340/2006 - Lei Maria da Penha, com intuído de empoderar e transformar essa mulher em multiplicadora das informações a cerca da dimensão da Lei e dos benefícios trazidos às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
   Mato Grosso novamente se destacou no IV Fonavid e desta vez na formação do grupo de estudos sob a coordenação do juiz Geraldo Fidélis, da Comarca de Cáceres, com a temática Rede de Atendimento - sua força e suas formas, que explanou com maestria a importância da institucionalização da rede de serviços ao atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, defendendo a uniformização e entrelaçamento dos serviços para bem atender às mulheres vítimas. Após a fala do magistrado de Cáceres, foi a vez do juiz de direito Anderson Cadiotto, da Comarca de Mirassol do Oeste, que apresentou o projeto Flor de Lotus, de sua autoria, com a ideia inovadora de informatizar toda a rede de serviços às mulheres vitimas de violência doméstica e familiar no Estado. A informatização visa compilar os dados para fins estatísticos, bem como compartilhar dados para permitir a eficácia das medidas protetivas. Eeis que atualmente a ação dos órgãos estatal é individualizada e sem liame de objetivos, é a atuação coordenada e articulada mediante compartilhamento de dados, e desta forma proporcionando excelência ao atendimento.
   Enfim, foram três dias de explanação de temas extremamente relevantes e de intensos debates com participantes e palestrantes do mais alto nível de conhecimento do tema central do encontro nacional. Foram dias de enriquecimento pessoal, intelectual e de estudo de uma grandeza incalculável.
   Ana Emilia Iponema Brasil Sotero é professora, advogada, doutoranda em Ciências Jurídicas e Sociais, palestrante sobre violência de gênero, ex-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso e superintendente e gestora de políticas públicas para as mulheres de MT e escreve exclusivamente para este blog toda sexta-feira - soteroanaemilia@gmail.com - http://facebook.com/AnaEmiliaBrasil

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Tráfico de Mulheres (2)


Há cerca de dez dias as discussões sobre o tráfico de pessoas, principalmente de mulheres, estão intensas na mídia brasileira. Na última terça-feira, assisti um documentário sobre o assunto, onde a cruel realidade das brasileiras prostitutas no Suriname e na Europa ficou estampada.
   Segundo uma reportagem do Jornal do Brasil em 16 de outubro, em seis anos, quase 500 brasileiros e brasileiras foram vítimas do tráfico de pessoas. Desse total, 337 casos, que representam mais de 70% dos registros feitos de 2005 a 2011, referem-se à exploração sexual e a maioria das vítimas brasileiras tem como destino os países europeus Holanda, Suíça e Espanha. O Suriname, que funciona como rota para a Holanda, é o país com maior incidência de brasileiras e brasileiros vítimas de tráfico de pessoas, com 133 casos, seguido da Suíça, com 127. Na Espanha, o número de vítimas chegou a 104 e, na Holanda, a 71 pessoas.
   Segundo Relatório da Anistia Internacional, o tráfico de pessoas é a terceira das formas ilegais mais lucrativas no mercado mundial. Dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho) estimam que o tráfico humano movimente por ano cerca de 32 bilhões de dólares, perdendo somente para o narcotráfico e o tráfico de armas.
   O Instituto Europeu para o Controle e Prevenção do Crime estima que cerca de 500 mil pessoas são traficadas de países mais pobres para este continente por ano. Quanto ao tráfico de pessoas para fins sexuais, 98% das vítimas em todo o mundo são mulheres. Para quem realiza este tipo de exploração, a atividade tem baixos riscos e altos lucros. As mulheres traficadas entram no seu país de destino com visto de turista e a ação da exploração sexual muitas vezes é camuflada nos registros por atividades legais como o agenciamento de modelos, babás, garçonetes ou dançarinas.
   Das mulheres vítimas deste crime, somente algumas têm ciência de que a migração se destina à exploração sexual; por vezes elas permanecem em cárcere privado, quando chegam ao destino seus passaportes são confiscados e já contraíram dividas com o aliciador e ficam sob permanente vigilância, além de sofrerem preconceito, discriminação e agressões por parte dos clientes e dos donos dos estabelecimentos. Essas mulheres trabalham de 10 a 13 horas diárias no mercado do sexo, não podendo recusar clientes e sendo submetidas ao uso abusivo de drogas e álcool para permanecerem acordadas e ativas. E acabam não se reconhecendo como traficadas, não se dão conta da grave exploração que sofrem, apenas admitem que foram ludibriadas.
    Ana Emilia Iponema Brasil Sotero é professora, advogada, doutoranda em Ciências Jurídicas e Sociais, palestrante sobre violência de gênero, ex-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso e superintendente e gestora de políticas públicas para as mulheres de MT e escreve exclusivamente para este blog toda sexta-feira - soteroanaemilia@gmail.com - http://facebook.com/AnaEmiliaBrasil

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Nova música de Tião Simpatia - FELICIDADE (DVD Mulher de Lei)


O DVD Mulher de Lei foi gravado ao vivo no Teatro do Centro Dragão do Mar em Fortaleza, numa parceria entro o Instituto Maria da Penha - IMP, a Coordenadoria de Políticas para as Mulheres do Ceará - SEPAM e contou com o patrocínio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará - SECULT (projeto aprovado no I Edital Mecenas) com incentivo fiscal da Coelce
Ficha Técnica
Produção executiva  NANÁ JUCÁ
Produção musical, direção e arranjos JR. FINNIS
Produção de Palco ED BRASIL E RAFAEL GADELHA
Filmagem HD PRODUÇÕES
Direção PEDRO BRASIL
Diretor executivo DOMINGOS PINA
Edição TIAGO NOBRE
Finalização MARCUS VINICIUS WASHINGTON MARTINS
Câmeras MARCUS VINICIUS, CLÉBIO FARIAS, ANTÔNIO VICTOR, GILIARDE CIPRIANO E CARLINHOS
Assistente FRACISCO BRITO
Legendas (Inglês)CORPORA TRADUÇÕES, (Espanhol) ????
Desenhos Cordel MEG BANHOS
Animação Cordel EURIANO SALES
BANDA
Bateria JR. FINNIS
Baixo NETINHO DE SÁ
Guitarra RAFAEL MAGOO
Violão CAINÃ CAVALCANTE
Teclados ROBSON GOMES
Acordeon JONATHAN ROGÉRIO
Percussão ANDRÉ ROCHA E JEFFERSON PORTELA
Sax e flauta MÃOZINHA
Vocais THIAGO NEGÃO, CLADYANE GUEDES E DÉBORA QUEIROZ
Sonorização TAT SOM
Téc. de P.A CLEBERT HELAU
Téc. de monitor GUTO
Roadie DOUGLAS SALVADOR (Time Salvador)
Gravação T2 STUDIO
TÉC. de Gravação e edição PAULO TADEU
Mixagem e masterização JR. FINNIS
Iluminação EQUIPE DO CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTE E CUTURA
Imagem de cenário KLEVISSON VIANA
Montagem ANDRÉ CORREIA E PATRÍCIO
Fotógrafo MAGUILA
Assistente PEDRO HENRIQUE
Capa: ARTE FINAL
Seleção de repertório TIÃO SIMPATIA E NANÁ JUCÁ
TIÃO SIMPATIA VESTE BR'ANSK
Todas as composições são de autoria de Tião Simpatia, exceto "Faixa 12 -- Mulher", (Tião Simpatia e Naná Jucá)

Realização INSTITUTO MARIA DA PENHA
Parcerias: COORDENADORIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MULHERES DO ESTADO DO CEARÁ
Apoio Cultural: COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ
Patrocínio: SECRETARIA ESTADUAL DE CULTURA DO ESTADO DO CEARÁ - SECULT

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Até quando a violência contra a mulher?


Os crimes envolvendo mulheres em todo o Estado de Mato Grosso têm alçado índices alarmantes e precisam ser combatidos com veemência, em uma ação coordenada pelo poder público e sociedade, porque famílias inteiras estão sendo destruídas. As mulheres estão sendo mortas com requinte de crueldade, com golpes de facão, facadas e armas de fogo sendo descarregadas contra elas sem dó e nem piedade.
   As autoridades policiais classificam como “crime passional”, ou seja, motivado pela paixão!
   Quem ama não mata, doutor!
   Mata quem pensa: Se você não for minha, não será de mais ninguém!
   Isso é amor doutor!
   Discordamos da sua afirmação sobre “crime passional”, vemos como resquício de uma cultura machista e patriarcal, que infelizmente ainda impera neste país; vemos homens com a ideia nefasta de que as vidas da mulher e das filhas/os são de sua propriedade e posse; vemos homens altamente egoístas e que não respeitam a vontade da não continuidade de um relacionamento, seja ele violento ou não; vemos homens que reproduzem em sua vida adulta a violência doméstica vivenciada em algum momento na sua infância ou adolescência.
   Somente em 2012, em Cuiabá, 12 mulheres foram mortas vítimas de violência doméstica e familiar e 2 vítimas da violência de gênero (pelo simples fato de serem mulheres), neste total não estão computadas as vidas ceifadas de outras tantas no interior do Estado. A violência tem lugar no cotidiano da vida social e é um termo de múltiplos significados e vem sendo utilizado para nomear desde as formas mais sutis da violência até formas mais cruéis de tortura e morte.
   Diante de toda esta situação que estamos vivenciando temos que tomar uma atitude urgente e energética. Precisamos abraçar esta causa! Ela é nossa!
   Ana Emilia Iponema Brasil Sotero é professora, advogada, doutoranda em Ciências Jurídicas e Sociais, palestrante sobre violência de gênero, ex-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso e superintendente e gestora de políticas públicas para as mulheres de MT e escreve exclusivamente para este blog toda sexta-feira - soteroanaemilia@gmail.com - http://facebook.com/AnaEmiliaBrasil

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Caminhada 6º aniversário da Lei Maria da Penha



O Governo do Estado do Ceará, através da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Mulher (CEPAM) e do Instituto Maria da Penha (IMP), realiza a Caminhada em comemoração ao 6º Aniversário da Lei Maria da Penha. 

O evento acontece no próximo dia 26, a partir das 8h, na avenida Beira-Mar. A concentração será em frente ao Náutico e a chegada na Praça dos Estressados. 

A Lei Maria da Penha, nº 11.340, foi decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006. Dentre as várias mudanças promovidas pela lei está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa. 

SERVIÇO 

Data: 26.08.12 (domingo) 
Horário: 8:00 - 10:00 
Local: Avenida Beira Mar 
Concentração: Em frente ao Náutico 
Chegada: Praça dos Estressados 

PARTICIPE !!!!!! 

Informações: (85) 3242.1995 
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Visitem nosso blog  www.cepamce.blogspot.com !

domingo, 29 de abril de 2012

FEMINISMO


*Ana Emilia Iponema Brasil Sotero
A partir da revolução francesa que surgiu do movimento feminista, quando em 1789 algumas mulheres se encorajaram e denunciaram a sujeição em que eram mantidas e que se manifestava nas esferas jurídica, política, econômica, educacional e pessoal, essas atitude  desencadeou uma convulsão social que pôs a prova o sistema político e social, vigente na França e no resto do Ocidente.
A escritora e militante feminista Olympe de Gouges redigira um projeto de declaração dos direitos da mulher, inspirada nas idéias poéticas e filosóficas do Marquês de Condorcet, enquanto os revolucionários proclamavam uma declaração dos direitos do homem e do cidadão.
As francesas criaram inúmeros clubes de ativistas femininas e participaram ativamente da vida política desde o início da revolução. Em 1792, encabeçada por Etta Palm, uma delegação foi até a Assembléia para exigir que as mulheres tivessem acesso ao serviço público e às forças armadas; essa exigência não foi atendida e o movimento feminino foi suprimido pelo  Presidente do Comitê de Salvação Pública que proibiu as mulheres se associassem a clubes, e o projeto de igualdade política de ambos os sexos foi arquivado.
Em 1848, a França conheceu nova revolução e, como a anterior, sacudiu as bases da ordem estabelecida e mais uma vez os clubes feministas proliferaram no país. As mulheres agora reivindicavam não só a igualdade jurídica e o direito a voto, mas também a equiparação de salários. Essas novas exigências se explicavam pelas transformações da sociedade européia da época, que com a crescente industrialização, as mulheres dos meados do século XIX foram cada vez mais abandonando seus lares para empregarem-se como assalariadas nas indústrias e oficinas. Iniciava-se, assim, a dura realidade da mulher no mercado de trabalho: se os operários da época já eram mal remunerados, as mulheres recebiam menos ainda. Era mais vantajoso dar emprego às mulheres que aos homens, e, assim, estes últimos viram-se envolvidos em uma desleal concorrência com o sexo oposto e como conseqüência dessa resistência surgiram movimentos de oposição ao trabalho feminino.
Nesse panorama, despontam dois fenômenos importantes: o primeiro, a partir do momento em que as mulheres se mostraram capazes de contribuir para o sustento de suas famílias, não foi mais possível tratá-las apenas como donas-de-casa ou objetos de prazer; e o segundo, as difíceis condições de trabalho impostas às mulheres conduziram-nas a reivindicações que coincidiam com as da classe operária em geral. É, a partir, dessa época que data a união entre a relação do feminismo com os movimentos de esquerda.
A bióloga e zoóloga Berta Lutz, foi a principal líder do movimento feminista brasileiro, quando em 1922, fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, essa organização tinha entre suas reivindicações o direito de voto, o da escolha de domicílio e o de trabalho, independentemente da autorização do marido. Nuta Bartlett James, outra importante líder feminina participou das lutas políticas do país na década de 1930 e foi uma das fundadoras da União Democrática Nacional (UDN).
Com advento da pílula anticoncepcional, na década de 1960, permitiu uma libertação dos comportamentos sexuais antes restritos à monogamia e às relações matrimoniais, paralelamente, o meio intelectual também passou a se voltar para a essa questão com a difusão de livros de autoras que se interessavam em desconstruir o papel da mulher na sociedade.
As intervenções dos movimentos feministas têm contribuído significativamente para o reconhecimento da diversidade quando da elaboração das políticas públicas e da organização do Estado.
O feminismo propõe um projeto de sociedade alternativa e coloca como objetivo uma transformação profunda, da ordem patriarcal e de seu poder regulador, em nome de princípios de igualdade, de equidade de gêneros e de justiça social.
*Professora, advogada, doutoranda em Ciências Jurídicas e Sociais, palestrante sobre violência de gênero, presidente do conselho estadual dos direitos da mulher de mato grosso. Email: soteroanaemilia@gmail.com, Facebook: http://facebook.com/AnaEmiliaBrasil


domingo, 22 de abril de 2012

CONHECENDO A VIOLÊNCIA DE GÊNERO


*Ana Emilia Iponema Brasil Sotero

Qualquer mulher pode ser vítima de violência, sendo este um fenômeno democrático que atinge todas as classes sociais. Quando a mulher é negra a situação se agrava, pois o racismo produz outras violências.
Sabe-se que a violência contra a mulher não afeta apenas as mulheres pobres, ela é uma constante no cotidiano que atravessa ideologias, classes sociais, raças e etnias. Representa um abuso físico, sexual, emocional e econômico no âmbito familiar. Causando danos físicos e psicológicos a violência nega a auto-estima às mulheres, mutila sua saúde, anestesia a desenvoltura humana feminina, impedindo sua participação na sociedade, tornando-as improdutivas, colocando-as à margem dos processos de tomada de decisões.
Suas causas estão relacionadas com as desigualdades entre homens e mulheres e com a hierarquia de gênero, onde o masculino domina o feminino. As mulheres quando isoladas dentro em sua residência, sob o domínio machista do companheiro e somente voltada para sua família desconhecem seus direitos e perdem valores éticos como o respeito, solidariedade e dignidade e desta forma sofrem outra violência, conhecida como violência social.
O entendimento de gênero como elemento constitutivo das relações sociais, baseadas nas diferenças entre homem e mulher e nas relações de poder é fundamental na abordagem sobre o tema violência contra a mulher.
As mulheres antigamente eram consideradas objetos de seus senhores (pais, irmãos mais velhos e maridos). Viveram num mundo machista e preconceituoso de supremacia masculina, com liberdade restrita e direitos suprimidos, anulados ou ignorados.
Gênero é uma construção social vinculada à forma como a sociedade constrói as diferenças sexuais, atribuindo status diferente a homens e mulheres. A expressão sexo designa apenas a caracterização anatômica das pessoas, enquanto gênero se refere á dimensão social da sexualidade humana.
Violência de gênero é qualquer ato que resulte ou venha resultar em dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, incluindo ameaças, castigos, maus tratos, pornografia, agressão sexual, incesto e coerção ou privação arbitraria de liberdade em público ou na vida privada. É um problema mundial e antigo. Ao longo da historia dos países civilizados e dotados dos mais diferentes regimes econômicos e políticos, ações tais como: agredir, matar, torturar e estuprar uma mulher, criança, adolescente ou idosa são fatos que acontecem constantemente.
A intensidade da agressão é variável, sendo mais freqüente em países onde prepondera cultura masculina, em menor gravidade em outras culturas onde buscam através de ações igualitárias solucionar as diferenças de gênero.
A cultura machista que por décadas impôs submissão e desigualdades, em relação às mulheres produzindo uma espécie de empoderamento dos homens e junto com ele a idéia nefasta de que a mulher “sendo sua” estaria sujeita aos seus comandos e a todo tipo de violência, desrespeito e arbitrariedades.
Aos homens ao longo do tempo, a sociedade deu papéis importantes e respeitados. Restando às mulheres, as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos e a execução de papéis menos significativos, tidos como uma própria extensão do lar, aliados à baixa remuneração e nenhum poder. Hoje ainda têm-se profissões femininas, tais como: enfermagem, magistério, assistente social, onde a figura masculina ainda é muito tímida. Estatisticamente, são pouquíssimas as mulheres que realmente chegam ao poder, sendo-lhes cobrado muito mais competência e dedicação que dos homens, sem falar que a maioria recebe salários inferiores dos que são pagos aos homens, mesmo quando executam funções idênticas. Tais situações se agravam quando se trata da mulher negra e suas conquistas no âmbito público da sociedade.
*Professora, advogada, doutoranda em Ciências Jurídicas e Sociais, palestrante sobre violência de gênero, presidente do conselho estadual dos direitos da mulher de mato grosso. Email: soteroanaemilia@gmail.com, Facebook: http://facebook.com/AnaEmiliaBrasil

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tião Simpatia e Maria da Penha partipam de evento em João Pessoa - PB

Maria da Penha autografando o livro " A Lei Maria da Penha em Cordel", em concorrido evento, ontem a noite (19/04) em João Pessoa - PB. No detalhe: 1ª Dama do Estado da Paraíba, Pâmela Dório, e a Vice-Presidente do Tribunal de Justiça da PB, Desembargadora Maria das Neves do Egito. Na ocasião o autor da obra, Tião Simpatia declamou o cordel na íntegra, sendo muito aplaudido por todos os presentes. O evento foi organizado pela jornalista  e colunista social Messina Palmeira. Foi uma noite memorável!