quinta-feira, 25 de agosto de 2011

DVD Mulher de Lei vira Especial para TV Diário

Agradeço e parabenizo a tod@s que participaram da gravação do Programa Encanta Nordeste (TV Diário), especialmente ao Augusto, Fernandão Leabem Silva e Helena.
Quando o Especial for ao ar divulgarei aqui. Vocês não perdem por esperar!
Participações Especiais:
Acauã Araújo Batuta Nordestina Jonathan Rogério e Maria da Penha Maia Fernandes, Presidente do Instituto Maria da Penha e inspiradora da Lei 11.340, mais conhecida com Lei Maria da Penha.

Show Mulher de Lei
Produção Musical: Junior Finnis
Produção Executiva: Naná Jucá
Realização: TV Diário.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Repente - Tião Simptia (DVD Mulher de Lei)

Contatos com Tião Simpatia : (85)8618.8696 / 9949.1338 - E-mail: tiaosimpatia@hotmail.com
Site: www.tiaosimpatia.com

Release

O DVD Mulher de Lei, do cantor, compositor e repentista cearense, Tião Simpatia reúne todo o material produzido pelo mesmo , em torno da Lei Maria da Penha, desde a sua sanção, em 07 de agosto de 2006.
Foi gravado ao vivo no teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza -Ce

São 13 faixas, com legendas em Português, Espanhol e Inglês, reunindo música, cordel, poesia e repente, cujo material agora servirá como ferramenta de trabalho entre Grupos de Mulheres, Centros de Referência, Escolas, ONG's e Empresas que já trabalham a questão de gênero em seus departamentos.

A Iniciativa é do Instituto Maria da Penha -- IMP, em parceria com a Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulher do Estado do Ceará, com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará - SECULT

Distribuição:
O DVD está sendo distribuído pelo Instituto Maria da Penha

A comercialização dá-se pela internet, através do site: www.tiaosimpatia.com

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Marcha das Vadias - Brasília - 18/06/2011

Vídeo de cobertura da Marcha das Vadias de Brasília. O ato foi organizado por 'varias mulheres indignadas com a violência machista na nossa sociedade.

ESPELHO DE VÊNUS: QUESTÕES DA REPRESENTAÇÃO DO FEMININO


Cíntia Schwantes (UFPel)

Estou retomando aqui uma questão antiga. Quando Platão propôs a expulsão dos poetas da cidade ideal, pois eles imitam uma imitação, uma das coisas posta a nu foi a obliqüidade da relação mimética que há entre literatura e sociedade. Isso significa que não encontramos na literatura um retrato confiável de determinada sociedade. Por outro lado, quando Roland Barthes afirma, algo provocativamente, que uma única página do Robinson Crusoe permitiria a reconstrução dos saberes do séc. XVIII, ele está nos dizendo que a literatura presta, sim, um testemunho sobre a sociedade na qual foi criada. A psicanálise, que considera a literatura correlata aos sonhos, um sistema simbólico no qual as deformações e as lacunas são tão significativas quanto as afirmações contidas neles, é uma possível solução a esse impasse. Outras podem ser apontadas. O princípio do qual eu parto aqui, é o de que a literatura nos fornece sinais indiretos, muito mais do que diretos, sobre a sociedade na qual circulou, ou circula. A literatura não nos diz como somos, mas sim, como pensamos que somos, como desejamos ser, e no limite, como não somos.

Ler matéria na íntegra: http://www.amulhernaliteratura.ufsc.br/artigo_cintia.htm


quinta-feira, 16 de junho de 2011

A inaceitável tolerância com homens que amam odiar mulheres


Homens que amam odiar mulheres nem sempre são homens. Às vezes, biologicamente, são do sexo feminino, mas pensam como homens que, por motivações sempre ligadas à sociopatia, desenvolveram prazer em fazer mulheres sofrerem física e emocionalmente.

Maria da Penha visita SPM


Data: 14/06/2011

A ministra Iriny Lopes da Secretaria de Políticas para as Mulheres recebeu nesta segunda-feira (13/6), a farmacêutica bioquímica Maria da Penha em seu gabinete em Brasília/DF. Ela pediu apoio da Ministra para a construção e reforma do Instituto que leva seu nome. O Instituto Maria da Penha é um espaço destinado a discutir, implantar e implementar projetos especiais de políticas de proteção social à mulher.

Maria da Penha é símbolo da luta contra a violência doméstica no país. Ela lutou durante 20 anos para que seu agressor viesse a ser condenado pela justiça e emprestou seu nome à Lei 11.340/2006 conhecida como Lei Maria da Penha. A Lei representa uma conquista dos movimentos feministas em busca da erradicação, prevenção e punição da violência contra a mulher.

As ações do instituto Maria da Penha são realizadas por meio de três perspectivas: Educação que inclui um programa de alfabetização para jovens e adultos, e formação continuada em assuntos referente a cidadania, direitos, saúde entre outros; Trabalho e geração de renda com investimento na área de formação profissional, empreendedorismo nas áreas de tecnologia, gastronomia, turismo e hotelaria, moda e estilo, saúde; e Desenvolvimento sustentável por meio de uma ação integradora na relação gênero e meio ambiente.

A ministra Iriny Lopes disse que a SPM poderá apoiar a iniciativa por meio de recomendação ao projeto a outras entidades e instituições que destinam recursos para áreas sociais, entre elas a Petrobrás, Caixa Econômica Federal e Bando do Brasil.

A vida de Maria da Penha vai virar filme e sua história será contada nos cinemas.

A produção prevista para ser lançada em 2012, está em fase de captação de recursos. O projeto é da atriz Naura Schneider, que além de interpretar Maria da Penha, assina a produção.

Fonte: SPM - Comunicação Social

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Foi um sucesso o encerramento do I Curso de Mulheres Defensoras do Direito à Cidadania

O encerramento do I Curso de Mulheres Defensoras do Direito à Cidadania, foi realizado dia 19 de maia, às 19 horas, no Espaço Mix do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza.

Promovido pelo Instituto Maria da Penha com apoio da Embaixada dos Países Baixos, o curso foi Coordenado pelo professor doutor Adriano Sarquis teve como objetivo formar defensoras do direitos à cidadania para atuarem em suas comunidades como multiplicadoras.

Nessa primeira etapa contou com a participação de 100 mulheres de diversas comunidades de Fortaleza e que agora estão capacitadas em noções de Direitos Humanos, Cidadania, Conquistas dos Movimentos de Mulheres, Lei Maria da Penha, Empreendedorismo, dentre outros.

O Curso foi realizado durante seis meses e teve como local a Escola de Ensino Fundamental e Médio Cristo Redentor.
A solenidade de encerramento contou com a presença de autoridades, representantes de ONGs e foi presidida por Maria da Penha Maia Fernandes, presidente do Instituto Maria da Penha -IMP

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Folheto "A Lei Maria da Penha em Cordel" é ultilizado em trabalho educativo em Minas Gerais

Realizada na noite do dia 10 de maio a abertura da IX Semana da Enfermagem do IFSULDEMINAS – Campus Muzambinho. A solenidade reuniu alunos, professores e autoridades no Auditório I, do Prédio Pedagógico (H), e contou com a participação do coral e do grupo de teatro do Instituto. A cerimônia foi iniciada com a composição da mesa e a execução do hino nacional pelos alunos do coral. Em seguida, o pró-reitor de Ensino, Marcelo Simão da Rosa, destacou a importância do curso para atender a sociedade e preparar os profissionais. “É muito pouco para um enfermeiro ter somente conhecimento das ciências biológicas, é preciso

A cerimônia teve continuidade com a apresentação do hino do enfermeiro feita pelo coral. Sob o comando do músico Acácio Donizetti Silva Vieira, os alunos também cantaram diversas músicas. Após o intervalo, o grupo de teatro coordenado pelo professora Denise de Souza Prado encenou um jogral sobre a lei Maria da Penha, adaptado do cordel escrito por Tião Simpatia. O final da cerimônia foi marcado pela apresentação do cantor e aluno do curso Técnico em Agropecuária, João Mário Andreazzi Andrade.

Leia matéria na íntegra:http://www.eafmuz.gov.br/index.php/gerais/808-9o-semana-da-enfermagem


sábado, 14 de maio de 2011

Amor?


Hoje, o Dir. Exe. do Instituto Avon Lírio Cipriani (foto), veio a Fortaleza para lançar o filme AMOR? De João Jardim. O filme trata da problemática da violência doméstica e teve o patrocínio da Avon. A exibição foi no Cinema do Iguatemi, com a ilustre presença de Maria da Penha Maia Fernandes (foto). Após a exibição houve um debate sobre o tema e a apresentação do DVD Mulher de Lei, do cantor e compositor Tião Simpatia.

Também marcaram presença: Dra. Mônica Barroso, Coordenadora de Políticas para Mulher do CE; Dra. Rosa Mendonça, Juíza Titular do Juizado de Violência Doméstica de Fortaleza e representantes de várias ONG's. Um bom público compareceu ao evento.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tião Simpatia no Show Mulher de Lei (Ensaio em Stúdio)

Música "Mulher de Lei", que homenageia as mulhes que colaboraram mais diretamente na criação da Lei 11.340/2006, Lei Maria da Penha.
Faz parte do DVD Mulher de Lei
Pedidos pelo e-mail: tiaosimpatia@hotmail.com

Tião Simpatia no Lançamento do Projeto "Lá em casa quem manda é o respei...

Em 11 de março de 2.011, no Salão Nobre Cloves Vettorato, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, foi realizado o lançamento do Projeto "LÁ EM CASA QUEM MANDA É O RESPEITO",promovido pelo Ministério Público, em parceria com o Governo do Estado e coordenado pela promotora Lindinalva Rodrigues Dalla Costa e pela Secretária e Primeira Dama Roseli Barbosa. O lançamento ocorreu durante o Encontro Estadual para Promoção da Igualdade de Gênero e Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

A abertura do evento foi feita com a apresentação do Cantor Cearense "Tião Simpatia", que foi um Show a parte, o repentista declamou e encantou a todos com seu repertório de músicas sobre a Lei Maria da Penha e as mulheres.

Saber mais:http://www.lindinalvarodrigues.com.br/materias.php?id=1014&subcategoriaId=8

domingo, 20 de março de 2011

Em fim, lançamos o DVD Mulher de Lei

"Indescritível a emoção de ver o teatro do Centro Dragão do Mar superlotado no show de lançamento do DVD Mulher de Lei, ontem a noite". Tião Simpatia




Melhores momentos do show registrado por Coberturasbab
Védeo 01
Vídeo 02
Vídeo 03
Vídeo 04

Confira alguns depoimentos de importantes personalidades que foram prestigiar o evento

DVD Mulher de Lei
Pedidos pelo e-mail: tiaosimpatia@hotmail.com
Contatos: (85) 8618.8696 / 9949.1338

Leia matéria na íntegra:

segunda-feira, 14 de março de 2011

Lançamento: Simpatia do Tião em DVD


O nível da produção e do material gráfico do DVD "Mulher de Lei", que será lançado quarta-feira, não deixa nada a desejar em relação aos melhores produtos do mercado fonográfico nacional


O cearense Tião Simpatia faz o show de lançamento de seu primeiro DVD, intitulado "Mulher de Lei", depois de amanhã, a partir das 19h30, no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

O cantor, compositor, músico e arte-educador cearense de Granja, Sebastião Felix de Oliveira Jucá, o Tião Simpatia, faz o show de lançamento de seu primeiro DVD, o álbum "Mulher de Lei", nesta quarta-feira, 16, a partir das 19h30, no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Praia de Iracema. É uma realização do Instituto Maria da Penha, sob os auspícios da Coordenadoria de Políticas Públicas do Estado do Ceará e da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult), com o apoio da Coelce.

Maria da Penha

As treze faixas do DVD são direcionadas aos temas do universo feminino e algumas com foco exclusivo ao campo de luta de Maria da Penha Maia Fernandes e sua trajetória de atuação até a implementação da Lei Federal 11.340/2006, que tenta coibir a violência doméstica e familiar. Essa realidade já se faz presente na abertura do show com "Galope a Maria da Penha", cuja letra em rimas no estilo de uma autêntica cantoria relata com criatividade a história de vida da profissional farmacêutica cearense e sua luta, desde a tragédia que aconteceu com ela, incluindo a tentativa de assassinato, até a implementação do argumento jurídico que leva seu nome.

Ler matéria na íntegra:http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=947032

NELSON AUGUSTO
REPÓRTER

Matéria publicada originalmente no Diário do Nordeste em 14/03/11

sábado, 12 de março de 2011

DVD Mulher de Lei

Maria da Penha e Ana Maria Braga apresentam o DVD Mulher de Lei
Pedidos pelo e-mail: tiaosimpatia@hotmail.com
Contatos: (85) 8618.8696 / 9949.1338 (Naná Jucá)

terça-feira, 8 de março de 2011

Questionamento à Lei Maria da Penha é carregado de intolerância e preconceito, diz Iriny Lopes


Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Amanhã (8) é o Dia Internacional da Mulher e, para a ministra da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, há avanços para se comemorar, mas, também, muita preocupação com a consolidação dos direitos alcançados. Uma ameaça real às conquistas dos últimos tempos, na sua opinião, são os questionamentos da constitucionalidade da Lei Maria da Penha que, hoje, se reproduzem em várias comarcas e tribunais.

A lei que garante punição para a violência cometida dentro de casa, motivada pela questão de gênero, chegou a ser classificada como “diabólica” por um juiz. Além disso, o artigo que garante que a vítima não será coagida a retirar a denúncia vem sendo questionado nos tribunais superiores. Para Iriny Lopes, há “intolerância e preconceito”.

A ministra assumiu como primeira tarefa de sua gestão estabelecer um diálogo com os magistrados para sensibilizá-los da importância da aplicação da lei tal como foi aprovada. Segundo ela, os juízes precisam aproximar-se mais das questões da população. “A alma da Lei Maria da Penha é que a mulher não seja coagida”, disse a ministra, em entrevista à Agência Brasil. Iriny também defendeu a formação de um banco de dados confiável para medir a dimensão da violência contra as mulheres.

Agência Brasil – A Lei Maria da Penha foi aprovada e sancionada no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas, até hoje, há problemas com sua aplicação efetiva. Até a constitucionalidade da lei que protege as mulheres em relação à violência cometida dentro de casa vem sendo discutida no meio judiciário. Um juiz da cidade mineira de Sete Lagoas chegou a chamar a lei de “diabólica”. Como convencer as pessoas da necessidade de aplicação dessa lei?
Iriny Lopes – Primeiramente, seria prudente, seria bom para o Brasil que o Poder Judiciário se aproximasse um pouco mais do que são os anseios da população. A Lei Maria da Penha foi considerada pelas Nações Unidas como uma das três melhores legislações do mundo de proteção à mulher e instrumento eficaz e rigoroso contra a violência doméstica. Uma pesquisa recente mostra que 63% dos brasileiros conhecem e apoiam a Lei Maria da Penha. É um índice altíssimo. Nós poderíamos arriscar a dizer que é a lei brasileira mais popular de toda a história. O que ocorre no interior do Judiciário reflete o que vai também na sociedade. Em alguns casos, eu não generalizo, trata-se de intolerância e preconceito.

Ler entrevista na íntegra:

http://blogdadilma.blog.br/2011/03/questionamento-a-lei-maria-da-penha-e-carregado-de-intolerancia-e-preconceito-diz-iriny-lopes.html

Margaridas marcham em busca da igualdade

Com o lema “2011 razões para marchar por desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade” a Marcha das Margaridas neste ano irá ocorrer, de 16 a 17 de agosto, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Espera-se reunir cerca de 100 mil mulheres na manifestação.
Lançada no ano de 2000, a Marcha das Margaridas já trouxe conquistas significativas para a categoria rural como negociação de programas e políticas públicas voltados para o acesso das mulheres à terra, assistência técnica, crédito, políticas sociais e direitos de cidadania.
Já em específico sobre a celebração do 8 de março, que neste ano ocorre durante o carnaval, as tradicionais passeatas em geral ocorrerão no dia 12 de março (sábado), como é o caso de São Paulo e do Ceará. Entretanto, os estados organizam também blocos carnavalescos no próprio dia 8.
Apesar das inúmeras conquistas dos movimentos feministas nas últimas décadas, a igualdade efetiva entre homens e mulheres no Brasil continua sendo uma realidade distante. Persistem graves problemas, como a reduzida representação política, os salários desiguais, a responsabilidade quase exclusiva em relação ao trabalho doméstico e ao cuidado de filhas e filhos, a mercantilização do corpo feminino, e um dos mais graves e preocupantes, a violência de gênero. Esse tipo de violência se manifesta de diversas maneiras – como a violência doméstica, o assédio sexual, o estupro, o tráfico de mulheres, a criminalização do aborto – e atinge mulheres de todas as classes sociais, raças e idades.
Celso Jardim

Fonte: Blog da Dilma

segunda-feira, 7 de março de 2011

Lá em casa quem manda é o respeito


Governo do Estado de MT e MPE lançam projeto de combate à violência contra a mulher

Combater a reincidência dos crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, por meio de ações destinadas aos acusados de praticar os delitos. Com esse propósito, o projeto 'Lá em Casa quem manda é o respeito' será lançado na próxima semana pelo Ministério Público Estadual (MPE) e o governo do Estado. O lançamento ocorrerá durante o 'Encontro Estadual para Promoção da Igualdade de Gênero e Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher', em Cuiabá.

De acordo com a coordenadora das Promotorias Especializadas de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, Lindinalva Rodrigues Dalla Costa, o projeto prevê a aproximação do MP com os acusados de violência que estão em centros de ressocialização, presídios e cadeias. "Para muitos homens é tão natural bater na mulher, que não veem em tal ato a prática de um delito passível de punição e tendem a responsabilizar a própria vítima por sua agressividade. A maioria deles pode voltar a agredir a mulher após serem colocados em liberdade, posto que não têm consciência da malignidade de sua conduta", afirmou.


Segundo ela, o projeto terá como objetivo informar, ouvir e evitar a reincidência específica em tais tipos delituosos. Para isso, serão realizadas palestras mensais nas unidades prisionais, bem como em empresas e locais com grande concentração de pessoas do sexo masculino. "Muitos homens foram criados de forma machista e reproduzem tal comportamento em seu dia a dia com o uso da força e da violência para serem obedecidos. O trabalho será feito de forma educativa e preventiva por uma equipe da Promotoria de Justiça, além de psicólogos e assistentes sociais".

A parceria com o governo do Estado será desenvolvida por meio da Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), que disponibilizará assistente social, psicóloga, equipamentos de trabalho e produção de material de apoio. As atividades do projeto serão promovidas até o mês de abril de 2013.

EVENTO - O 'Encontro Estadual para Promoção da Igualdade de Gênero e Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher' terá início às 9h, no salão nobre Cloves Vettorato, no Palácio Paiaguás. Inicialmente, o repentista e cantor cearense Tião Simpatia, fará uma apresentação musical. Em seguida, ocorrerá o lançamento do projeto "Lá em casa quem manda é o respeito". Às 11h, a promotora de Justiça do Pará, Sumaya Saady Morhy Pereira, ministrará a palestra 'Violência doméstica e familiar contra a mulher: uma grave violação dos direitos humanos'.


Ler mais:

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Justiça gaúcha aplica lei Maria da Penha para proteger homem gay

A Justiça do Rio Grande do Sul tomou uma medida inédita em relação aos direitos dos homossexuais. Um juiz da comarca de Rio Pardo, a 150 quilômetros de Porto Alegre, decidiu aplicar a Lei Maria da Penha a uma relação homossexual e concedeu medida de proteção a um homem que afirmou estar sendo ameaçado pelo ex-companheiro.

A decisão do juiz Osmar de Aguiar Pacheco foi tomada na última quarta e anunciada nesta sexta pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A medida obriga o homem a manter uma distância de, no mínimo, 100 metros do ex-companheiro, sob pena de prisão.

Segundo o juiz, depois de terminar há dois meses um relacionamento, que durou um ano, a vítima passou a ser perseguida e ameaçada pelo ex-companheiro, que chegou a agredi-lo na frente de um sobrinho em um posto de gasolina da cidade de Rio Pardo. Ele então pediu proteção à Justiça.

Para o magistrado, embora a Lei Maria da Penha tenha como objetivo a proteção das mulheres contra a violência doméstica, qualquer pessoa em situação vulnerável pode ser beneficiada pela lei. Ele citou a Constituição, segundo a qual todos são iguais perante a lei, sem discriminações de qualquer natureza. Mesmo sendo do sexo masculino, a vítima mereceria a proteção da lei em um caso de violência doméstica.

Osmar Pacheco vai contra a interpretação de alguns colegas, para quem a Lei Maria da Penha representaria uma discriminação, em que as mulheres teriam mais direito do que os homens.

“Não podemos usar a Constituição para restringir direitos, mas para ampliá-los. Se tenho uma lei que protege a mulher, posso usar a Constituição e dizer que toda a vez que houver uma pessoa em situação de vulnerabilidade, como em geral está a mulher numa relação heterossexual, posso aplicar a legislação”, explica o juiz. “A lei é positiva e prevê um leque de instrumentos de proteção às vítimas. Não posso utilizar a Constituição para deitar por terra isso aí, só porque fala de violência contra a mulher. O raciocínio é outro”, completa.

Antes de tomar a decisão, o juiz conta que pesquisou e não encontrou decisão igual no judiciário brasileiro. Ele destaca, porém, que a Lei Maria da Penha já foi aplicada em relações homossexuais entre mulheres e também em relações heterossexuais quando o homem é vítima de violência.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Mulher e o Voto

Antônio Sérgio Ribeiro (*)

Ao término de mais um século, cabe lembrar a luta das mulheres na conquista de seu direito ao voto, iniciada ainda no século XIX, quando as mulheres norte-americanas se engajaram na abolição da escravatura nos Estados Unidos. Cabe destacar o papel de Susan Brownell Anthony e de Elizabeth Cady Stanton, que em um encontro, em 1851, em Seneca Falls, Estado de New York, iniciaram a luta pelo fim da escravidão.

Ler matéria na íntegra:http://www.al.sp.gov.br/web/eleicao/mulher_voto.htm

ONU inaugura organização para mulheres


A ONU celebrou ontem, no Salão da Assembleia Geral, a inauguração histórica da sua mais nova organização: a ONU Mulheres. Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, a ONU Mulheres é resultado da fusão de quatro órgãos da ONU.

“Com o nascimento da ONU Mulheres, recebemos uma energia extra para o progresso da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres”, disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon. “Os desafios são grandes, mas acredito que a nova energia, o novo impulso e a nova hierarquia que a ONU Mulheres traz consigo vão superar esses desafios. A verdadeira igualdade de gênero deveria ser o nosso legado comum para o século 21”.

Ki-Moon designou a ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet, para ser a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres. Enquanto descreveu a inauguração como o primeiro dos muitos ritos importantes na busca global pela igualdade de gênero, Bachelet enfatizou que a criação da ONU Mulheres responde ao descontentamento geral com o ritmo lento da superação da desigualdade de gênero.

Os Estados-Membros da ONU acordaram de maneira unânime pela criação da nova organização, em resposta às constantes demandas e reivindicações apresentadas pelas ativistas dos direitos das mulheres.

“Imaginem o quanto poderemos fazer, quando as mulheres tiverem o pleno empoderamento como agentes ativas de transformação e progresso das suas sociedades”, disse Bachelet. “Historicamente, vivemos um momento de grandes potenciais e mudanças para as mulheres. Chegou a hora de agarrar essa oportunidade”. E completou: “A minha própria experiência me ensinou que não existem limites para as conquistas das mulheres”.

Trabalho

ONU Mulheres prestará apoio aos países de forma individual para o alcance da igualdade de gênero na economia e na política e para a eliminação do fenômeno mundial da violência contra as mulheres. Ajudará a estabelecer pautas internacionais de progresso e liderar iniciativas coordenadas da ONU para converter as novas oportunidades para as mulheres e as meninas em elementos centrais de todos os programas de paz e desenvolvimento da ONU.

A atriz Nicole Kidman, embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, descreveu sua experiência pessoal de ter visto as mulheres mudarem o mundo. “Há depoimentos incríveis sobre o poder de recuperação, força e dignidade, de esperança no final das contas”, declarou. “É por isso que digo que as mulheres e as meninas que conheci são minhas heroínas. Para mim, é um prazer e um orgulho estar com a ONU Mulheres, a nova e forte voz das mulheres de todo o mundo”.

Site da ONU Mulheres: http://www.unwomen.org

As informações são do portal Nações Unidas no Brasil.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Autor de ‘Minha mulher não deixa, não’ lança campanha pelo uso da camisinha no carnaval


Mesmo com dificuldades para andar, o cantor Reginho, autor do hit “Minha mulher não deixa, não”, participou na manhã desta sexta-feira, na quadra do Salgueiro, do lançamento da campanha do Ministério da Saúde para o carnaval. Ainda abalado pela morte do baixista de sua banda, Lenine, em um acidente com o ônibus que trazia o grupo de São Paulo, Reginho fez questão de vir ao Rio participar da cerimônia:

- Estou orgulhoso e honrado pelo convite. Confesso que não tinha condições de estar aqui, mas a campanha é importante para conscientizar a população, principalmente os mais jovens.

Com uma adaptação na letra da música para "Sem camisinha não dá, não", a campanha foi lançada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que pediu um minuto de silêncio pela morte do baixista. Reginho ressaltou que Lenine não se opôs a gravar o jingle e nem cobrou cachê pela participação na campanha.

( No Extra Explica, aprenda a usar a camisinha feminina )

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Aumenta número de casos de violência contra a mulher em SP


Enquanto o número de homicídios caiu 78% nos últimos dez anos, o assassinato de mulheres aumentou. Essa informação faz parte de um estudo do Departamento de Homicídios de São Paulo.

Três mulheres tiveram o mesmo destino: elas são vítimas da falta de proteção dentro e fora de casa.
“Eu chegava no meu serviço, ligava o computador e a primeira coisa que eu ia fazer era dar bom dia para ela”, lembra Valéria de Vasconcelos Duarte, irmã de Vanessa.

Gêmeas inseparáveis. Valéria é irmã de Vanessa Duarte, de 25 anos. No dia doze 12 de fevereiro, Vanessa saiu de casa para se encontrar com duas amigas e desapareceu.

Vinte e quatro horas depois, ela foi encontrada morta com marcas de violência sexual em um matagal próximo a uma estrada entre as cidades de Vargem Grande e Cotia, na Grande São Paulo. Um crime brutal e misterioso.

Leia matéria na íntegra:

Fonte: Rede Globo - Fantástico

Juiz que criticou Lei Maria da Penha volta ao trabalho após liminar do STF


Ele havia sido afastado das funções em novembro do ano passado, após dizer que a lei era inconstitucional, antiética, injusta e afirmar que o mundo é e deve continuar sendo masculino.


Uma liminar do Supremo Tribunal Federal suspendeu uma decisão do Conselho Nacional de Justiça que afastava por dois anos um juiz de Minas Gerais.

O juiz Edilson Rodrigues foi afastado das funções em novembro do ano passado. Por nove votos a seis, o Conselho Nacional de Justiça decidiu que o magistrado deveria ficar longe dos tribunais durante dois anos, por conta de declarações consideradas discriminatórias contra mulheres dadas em uma decisão de processo.

Em 2007, Edilson Rodrigues mandou arquivar o processo de uma moradora da cidade mineira de Sete Lagoas que reclamava das agressões do marido.

No despacho, o juiz chamou a Lei Maria da Penha de antiética, inconstitucional e injusta e afirmou que o mundo é e deve continuar sendo masculino.

Na liminar que permite o retorno do juiz ao tribunal, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Melo disse que é inconcebível o exercício da arte de julgar sem independência e afirmou que, se o juiz claudicar, ou seja, falhar, as partes poderão recorrer.

O ministro declarou que é possível que não se concorde com o que declarou o juiz, mas que isso não se resolve afastando o magistrado, porque a liberdade de expressão deve ser preservada.

A Associação dos Magistrados de Minas Gerais apoiou a decisão: “O fato de ter uma opinião controvertida não autoriza que seja punido e que seja obstado o seu exercício profissional. Tanto do magistrado quanto de qualquer profissional que faça da sua palavra o seu instrumento de ação”, diz o presidente da Associação, Bruno Terra Dias.

Por meio de sua assessoria, o juiz Edilson Rodrigues informou que só vai falar sobre o caso depois do julgamento definitivo do mandado de segurança, que ainda não tem data marcada. O magistrado deve voltar ao trabalho na próxima semana.

O Conselho Nacional de Justiça e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais não se manifestaram sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Rede Globo - Jornal Nacional

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Maria da Penha - Tião Simpatia (DVD Mulher de Lei)

O DVD Mulher de Lei, do cantor, compositor e repentista cearense, Tião Simpatia reúne todo o material produzido pelo mesmo , em torno da Lei Maria da Penha, desde a sua sanção, em 07de agosto de 2006.
Foi gravado ao vivo no teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza -Ce
São 13 faixas, com legendas em português, e espanhol e inglês, reunindo música, cordel, poesia e repente, cujo material agora servirá como ferramenta de trabalho entre grupos de mulheres, Centros de Referência, escolas, ONG's e empresas que já trabalham a questão de gênero em seus departamentos.
A Iniciativa é do Instituto Maria da Penha -- IMP, em parceria com a Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres do Estado do Ceará, com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará - SECULT
Baixar música:
http://www.4shared.com/account/audio/...
Contatos:
(85) 8618/8696 / 9949.1338 (Naná Jucá)
Blog Oficial Tião Simpatia:
http://tiaosimpatia.blogspot.com/

Ficha Técnica
Produção executiva NANÁ JUCÁ
Produção musical, direção e arranjos JR. FINNIS
Produção de Palco ED BRASIL E RAFAEL GADELHA
Filmagem HD PRODUÇÕES
Direção PEDRO BRASIL
Diretor executivo DOMINGOS PINA
Edição TIAGO NOBRE
Finalização MARCUS VINICIUS WASHINGTON MARTINS
Câmeras MARCUS VINICIUS, CLÉBIO FARIAS, ANTÔNIO VICTOR, GILIARDE CIPRIANO E CARLINHOS
Assistente FRACISCO BRITO
Legendas (Inglês) CORPORA TRADUÇÕES, (Espanhol) MARINA FRANCO GILA
Desenhos Cordel MEG BANHOS
Animação Cordel EURIANO SALES

Banda
Bateria JR. FINNIS
Baixo NETINHO DE SÁ
Guitarra RAFAEL MAGOO
Violão CAINÃ CAVALCANTE
Teclados ROBSON GOMES
Acordeon JONATHAN ROGÉRIO
Percussão ANDRÉ ROCHA E JEFFERSON PORTELA
Sax e flauta THIAGO MÃOZINHA
Vocais THIAGO NEGÃO, CLADYANE GUEDES E DÉBORA QUEIROZ
Sonorização TAT SOM
Téc. de P.A CLEBERT HELAU
Téc. de monitor GUTO
Roadie DOUGLAS SALVADOR (Time Salvador)
Gravação T2 STUDIO
TÉC. de Gravação e edição PAULO TADEU
Mixagem e masterização JR. FINNIS
Iluminação EQUIPE DO CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTE E CUTURA
Imagem de cenário KLEVISSON VIANA
Montagem ANDRÉ CORREIA E PATRÍCIO
Fotógrafo MAGUILA
Assistente PEDRO HENRIQUE
Estratégia de marketing: VEVÉ & TÂNIA DIVULGAÇÃO
Capa: ARTE FINAL COMUNICAÇÃO
Seleção de repertório TIÃO SIMPATIA E NANÁ JUCÁ

TIÃO SIMPATIA VESTE BR'ANSK

Part. Esp. de Jonathan Rogério na faixa 11 (Bata Não Amigo Véi)
Todas as composições são de autoria de Tião Simpatia, exceto "Faixa 12 -- Mulher", (Tião Simpatia e Naná Jucá)

Realização INSTITUTO MARIA DA PENHA

Parcerias: COORDENADORIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MULHERES DO ESTADO DO CEARÁ; CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTES E CULTURA E COMPANHIA ENERGÉTICA DO CEARÁ - COELCE

Apoio Cultural: SECRETARIA ESTADUAL DE CULTURA DO ESTADO DO CEARÁ - SECULT

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vedetes em Revista


O teatro de revista com suas famosas vedetes marcou época no show business brasileiro. Inspirado nos musicais dos cabarés franceses, o teatro rebolado (como também era chamado) lotava plateias das casas de espetáculos no fim da década de 40, no Rio de Janeiro. Esse tipo de entretenimento explorava a sensualidade de suas estrelas, em detrimento de textos ou mesmo de um enredo.

Produzido para agradar a diferentes segmentos de público, o teatro de revista tinha elementos peculiares como um texto em verso, a presença da opereta, da comédia musicada e das representações folclóricas. O script dos shows era uma mistura de crítica e sátira de costumes.

Virgínia Lane, Iris Bruzzi, Dercy Gonçalves, Eva Tudor, Wilza Carla, Renata Fronzi e Mara Rúbia foram algumas das protagonistas desse gênero de vaudeville brasileiro. Entre o fim da década de 40 e início dos anos 50, essas vedetes se tornaram celebridades.

Após o declínio do teatro do rebolado, umas ficaram no esquecimento, enquanto outras passaram a atuar como atrizes e comediantes em novelas ou programas humorísticos da televisão.

Veículo de difusão de modos e costumes, o teatro de revista era um retrato sociológico ou um estimulador de riso e alegria através de falas irônicas e de duplo sentido e canções apimentadas. O figurino das vedetes e do elenco tinha pouca roupa, mas abusava do brilho de lantejoulas e plumas.

O corpo das estrelas era muito valorizado, tanto pelo uso de roupas exóticas, quanto pelo desnudamento opulento ou pelas danças. Já os cenários criados eram fantasiados e multicoloridos, a fim de apresentar uma realidade superdimensionada. No começo dos anos 60, o teatro de revista entrou em decadência com o advento da televisão no Brasil.

Fonte. Diário do Nordeste

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O lado perverso da relação entre mulheres

O lado perverso da relação entre mulheres

Isto é
15/01/2011



Livro mostra até que ponto vai a amizade feminina e faz um alerta sobre as crueldades praticadas por elas contra elas

"Enquanto os homens são capazes de machucar o meu corpo, as mulheres têm o poder de destruir a minha alma.” É com essa frase de efeito que a autora americana Kelly Valen inicia o livro “Twisted Sisterwood” (algo como irmandade distorcida), que acaba de ser lançado nos Estados Unidos. Muitos artigos, teses e livros já trataram da complexidade da convivência entremulheres. Mas, pela primeira vez, uma obra mostra o que elas pensam sobre a relação com as amigas, colegas e conhecidas do sexo feminino, e os efeitos devastadores que comportamentos negativos são capazes de produzir. O que se vê está longe de ser um mundo cor-de-rosa, onde todas se respeitam, se apoiam e se unem na guerra dos sexos. A partir de um questionário de 50 perguntas, respondido por mais de três mil entrevistadas, “Twisted Sisterwood” revela que 90% delas percebem “correntes de maldade e negatividade emanando de outras mulheres” de maneira frequente. Além disso, 85% afirmaram ter sido vítimas de grandes golpes, que mudaram suas vidas, de outras colegas. E mais: 75% disseram ter sofrido com o comportamento de amigas íntimas ciumentas e competitivas. Casada e mãe de quatro filhos (três meninas), Kelly esclarece que acredita na amizade sincera entre pessoas do mesmo sexo e no poder desse tipo de relação. Mas que igualmente crê que moças podem ser cruéis umas com as outras, em determinadas situações, como quando sentem ciúme ou são ameaçadas. E que, em muitos casos, essa crueldade deixa marcas emocionais de lenta cicatrização.

GOLPE

A empresária Suzana Leal confiou seu negócio a

uma amiga e foi enganada. Mas ainda confia nas mulheres

Por causa do livro, que não tem previsão de lançamento no Brasil, Kelly vem sendo chamada de heroína. A apresentadora americana Oprah Winfrey agradeceu a autora pela coragem de “colocar o dedo na ferida de algo que tem sido escondido debaixo do tapete”. “É leitura obrigatória”, sentenciou Oprah. Outros famosos também se posicionaram sobre o assunto. A atriz Sienna Miller disse à revista “In Style” que estava vivendo “uma guerra”. “Descobri o que é ser julgada por mulheres. Não há irmandade”, afirmou.

Mas nem sempre Kelly foi alvo de elogios. Em 2007, três anos antes de lançar o livro, ela escreveu um artigo, pessoal e visceral, sobre a relação entre mulheres, para o jornal americano “The New York Times”. Nele, contou que, numa festa da faculdade, acabou bebendo demais, foi abusada sexualmente por um colega e traída pelas amigas. Além de não lhe prestarem socorro, elas repreenderam Kelly e a expulsaram do alojamento. Também passaram a falar mal dela pelas costas, criando uma rede de intrigas que se estendeu por todo o curso. “Falar mal e fazer fofoca são comportamentos comuns entre mulheres, que desde meninas agem de tal forma, na escola, contra as colegas”, comenta o psiquiatra Antônio Flávio Testa, professor da Universidade de Brasília (UnB). “Isso acontece porque, diferentemente dos homens, que geralmente partem para a porrada, elas internalizam, remoem, permanecem magoadas.” Muitos dos que leram o relato de Kelly no periódico acusaram-na de destilar heresias e de ser desleal com o seu gênero. “O que vivi na faculdade mudou a minha vida. Por cerca de dez anos tive dificuldade de confiar nas pessoas, especialmente nas mulheres, e me fechei”, disse a autora à IstoÉ. “Apesar de o garoto ter cometido o crime, doeu o comportamento das minhas amigas, principalmente porque eu confiava muito e esperava demais delas. Foi uma facada.”

Através de relatos, o livro mostra que as facadas são proporcionais à intimidade. Quanto mais próxima a mulher é daquela que lhe faz mal, mais ferida ela sai de uma relação que dá errado. “Acontece que muitas mulheres, disfarçadas de amigas, se aproveitam da intimidade que têm com a outra em benefício próprio”, diz Testa. “É o lado mais dissimulado da relação e o mais cruel, pois quem se abre confia e não espera ser traído.” A atriz Franciely Freduzeski, 31 anos, viveu esse tipo de traição. Uma amiga íntima se aproveitou da proximidade para sabotar o seu namoro com um rapaz que ela havia conhecido pouco tempo antes. “Lembro que, próximo do meu aniversário, ele quis saber o que eu gostaria de ganhar e foi apurar com ela”, conta Franciely. “Ela sabia que gosto de saltos altos, mas disse a ele para comprar uma rasteirinha.” Com o tempo, Franciely descobriu que a outra se encontrava às escondidas com o namorado dela e contava segredos de seu passado. Resultado: a amizade e o namoro acabaram. “Engana-se quem pensa que as mulheres se ajudam só porque são do mesmo gênero”, diz a historiadora e estudiosa do universo feminino Mary Del Priore. “Elas competem por tudo, a diferença é que algumas jogam limpo e outras não.”

TRAIÇÃO

Uma amiga íntima se encontrava às escondidas

com o namorado da atriz Franciely Freduzeski para

sabotar seu relacionamento

Mas o que move as mulheres a se comportar dessa forma? “Inveja, ciúme ou competição”, diz Testa. “Em geral, as amizades vão bem até que uma se sinta ameaçada pela outra.” As decepções com o sexo feminino da escritora Paolla Arnoni são a prova de que interesses em comum, em especial pelo mesmo homem, são incompatíveis com amizades duradouras. Apesar de ter apenas 25 anos, Paolla já se decepcionou com três amigas próximas – uma delas, ela conhecia havia 19 anos. “Nos três casos, namorados meus, ou de uma delas, estavam envolvidos”, conta Paolla. “Hoje, para evitar que queiram roubar o que é meu, não conto intimidades do meu namoro, não faço propaganda dos meus relacionamentos e confio desconfiando”, diz ela, com a sabedoria de quem viu um paquera e um namorado serem disputados por amigas íntimas. O psiquiatra Testa explica que a competição é mais forte entre as mais novas. E lembra que, apesar de estar faltando homem e emprego no mercado, como muitas gostam de dizer, nada justifica golpes baixos.“Há uma fase na qual as mulheres precisam se estabelecer, casar, ter um bom emprego”, explica ele. “Com a maturidade, as relações tendem a se acertar e a se tornar mais éticas.”

NA PELE

Kelly Valen transformou

uma experiência ruim em livro de sucesso

Apesar da maturidade, a empresária Suzana Leal, 55 anos, não se livra da maldição das falsas amigas. “Sempre tive azar”, diz. Recentemente, ela confiou o seu negócio, uma confecção de lingeries, a uma amiga próxima, pois passaria um mês viajando fora do País. “Acho que por inveja ou ciúme, ela contou coisas íntimas, de maneira distorcida, para clientes minhas. Foi muito constrangedor”, conta Suzana. Além disso, a “amiga da onça” vendeu produtos próprios com a etiqueta da marca de Suzana.

Mesmo com os altos e baixos, Suzana, que até já procurou a cabala, vertente mística do judaísmo, para entender a sua sina, continua confiando nas mulheres. “Quem tem amiga de verdade tem ouro em suas mãos”, diz ela, que possui cinco irmãs, todas muito próximas, parceiras e confiáveis, e conhece, assim, os dois lados da mesma moeda. É com esse tipo de relação que sonha Kelly Valen. “O objetivo do meu livro é fazer as mulheres refletir sobre o seu comportamento”, diz ela. “Sou do tipo que acredita que elas devem se unir só pelo fato de serem do mesmo gênero.” Em tempo: após dez anos de reclusão, a autora americana voltou a confiar na amizade feminina. E ainda lucra com seu livro.